29.3.12

Millôr – Um certo farol do humor brasileiro


Por Cau Gomez


O Millôr não era a minha fonte de inspiração inicial quando comecei a fazer caricaturas. Eu era muito novo, e tinha nos traços e soluções gráficas referenciais os irmãos Caruso e Ziraldo. Mas foi na época do “quadrado do JB” , espaço ocupado pelo escritor e chargista do Jornal do Brasil, é que passei a observar e a acompanhar, quase que diariamente, as charges e análises debochadas do “ tal de Millôr Fernandes”, tão venerado e exaltado pelos meus ídolos cartunistas e chargistas.
Tive a sorte de ouvi-lo numa palestra durante o I Encontro Latino-Americano de Humor Brasil – Argentina, que teve a curadoria do Paulo Caruso, no Memorial da América Latina, em 1990.
Nesta ocasião, estava iniciando e amadurecendo as minhas buscas e pesquisas. Mostrava o meu portfolio nos intervalos da programação do evento e, coadjuvante bem sucedido, me animava a seguir exibindo meus desenhos e caricaturas, recém aprovados no clube dos novos caricaturistas.
Foi quando no meio de uma sessão de autógrafos, fui recomendado pela Ana Raquel, minha amiga e ilustradora, a mostrar meus trabalhos aos principais “atores” daquele Festival de Humor Gráfico, dentre eles, Jaguar, Loredano e os representantes argentinos, Sábat e Trimano. E ali estava, também, o nosso personagem principal, o Millôr – que observava atentamente os vários originais e impressos, até que ele me perguntou onde eu havia conseguido um “print” tão sofisticado e com tanta qualidade nas cores. Fiquei desconfiado, pois, em meio a tantos elogios, surgira alguém observador e atento às tecnologias de impressão. Ele prestara mais atenção e valorizara mais as cópias do que os meus originais.
Um tempo depois, já mais maduro, e premiado na edição do Salão Carioca de Humor – 2004,  fui participar de uma confraternização extra-oficial – só para a nata presente naquele festival de humor – na residência do casal Jaguar e Célia, em Itaipava.  Além dos ilustres convidados presentes, que eram humoristas, compositores, músicos, jornalistas, fotógrafos, publicitários e escritores, estavam lá grandes nomes do cartum, como o inglês Steve Bell, cartunista do The Guardian; António Antunes, do Expresso de Portugal; Angeli, Luís Fernando Veríssimo, Santiago, Ricky Goldwin, Alcy, Rubem Grilo, Chico e Paulo Caruso, Dálcio, Rodrigo Rosa e tantos outros das velha e nova safra.
Fomos todos visitar a exposição individual do nosso anfitrião, o Jaguar, montada em uma galeria aberta num grande espaço para arte da região serrana do Rio.
Em um determinado momento, fui novamente apresentado ao Millôr, e notei a baixa estatura e fragilidade daquele genial pensador. Conversamos algum tempo numa roda animada com outros convidados, a prosa era divertida e bem humorada. Fiquei impressionado com a capacidade de síntese e memória do Millôr.
Ele tinha um clarão no olhar, um brilho e intensidade no azul dos seus olhos, que pareciam um imenso farol. Brincalhão e ao mesmo tempo domador das palavras, iniciou uma análise sobre as características do meu cabelo estilo rasta e o fato de eu ser radicado em Salvador. Contou algumas curiosidades e detalhes sobre a história e o sentido das palavras rastafári e soteropolitano.
Confesso que, diante de tanta sabedoria, me vesti de aluno novamente, e fiquei a ouvir, rir e aprender.
Viva o Millôr!

22.3.12

PLANOS DE SAÚDE S/A

Tinha um tempo que eu queria mostrar esta ilustra. Bão, está aí!
 Lembrando que ela foi publicada no finzim de 2011, 
no jornal A Tarde, de Salvador.

21.1.12

LANÇAMENTO DO LIVRO: “Pastinha – O menino que virou Mestre de capoeira”




Cau Gomez, artista gráfico e ilustrador (foto: Vicente Sampaio)

José de Jesus Barreto, jornalista e escrevinhador




 
Era uma vez ... um menino mulatinho, esperto e miúdo nascido no Pelô que, depois de muito brincar e brigar na rua, tornou-se o maior de todos os mestres da Capoeira Angola da Bahia. O nome desse menino virou lenda, mundo afora, mas a história de Mestre pastinha é real e está contada, tim-tim por tim-tim neste livro de José de Jesus Barreto e Cau Gomez com edição cuidadosa da Solisluna Editora e que será lançado dia 27 de janeiro às 18 horas na Livraria Cultura no Salvador Shopping.
O livro “Pastinha – O menino que virou Mestre de capoeira” conta, em letras e desenhos, a história verdadeira de como o mirrado menino Vicente Ferreira Pastinha, nascido na Rua do Tijolo, Pelourinho, Centro Histórico de Salvador, no ano de 1889, aprendeu o jogo da capoeira, ainda guri, tornando-se, de meados do século XX em diante, o criador e maior de todos os mestres da Capoeira Angola da Bahia, uma arte que ganhou o mundo. A história da iniciação do menino, através dos ensinamentos do negro banto e ex-escravo chamado Benedito, foi contada pelo próprio Pastinha, numa entrevista datada de 1967, e é recontada no texto do jornalista e escrevinhador José de Jesus Barreto e também através dos desenhos do artista gráfico Cau Gomez, ilustrações que dão ao livro um toque de obra de arte, um encantamento a mais para os olhos de crianças, jovens e adultos.
Com 32 páginas ilustradas em cores e duas fotos do Mestre Pastinha feitas por Zélia Gattai na primeira metade dos anos 1960, o livro “Pastinha – O menino que virou Mestre de capoeira” editado pela Solisluna Editora, com edição, design e projeto gráfico de Valéria Pergentino, Enéas Guerra e Elaine Quirelli. Impresso em papel couché pela Gráfica Santa Marta.
 
• SERVIÇO
LANÇAMENTOS DO LIVRO
QUANDO: Dia 27 de janeiro, às 18 horas 
ONDE: Livraria Cultura do Salvador Shopping 
PREÇO: R$35,00

+ CONTATOS (outras informações e entrevistas): 
 “Pastinha – O menino que virou Mestre de capoeira” 

Autores: José de Jesus Barreto e Cau Gomez 
Solisluna Design Editora: 71 3379.6691 – 9964.4817 
Solisluna Editora:  valeria@solislunadesign.com.br 
José de Jesus Barreto: 71 3378.7703 – 9911.4654 zedejesusbarreto@uol.com.br 
Cau Gomez: 71 3240.4079 – 8898.4079 caugomez72@gmail.com

16.12.11

O COMETA ITABIRANO


Desenferrujando e curtindo a madrugada! Só assim para ouvir o silêncio e manter as antenas barulhentas das ideias ligadas. Viva o Cometa Itabirano! Confiram a minha sugestão de layout e a retomada ao conselho editorial d' O Cometa Itabirano, o periódico preferido de Carlos Drummond Andrade.

28.9.11

A CARA E O CORAÇÃO

Bem, tem um tempo que estou afastado da vida digital. 
Vou tentar retornar gradativamente e postar mais vezes neste espaço. Passei ótimos momentos nas oficinas de ilustração editorial que ministrei no Rio de Janeiro e em São Paulo, nestes últimos dois meses. Além, é claro, de viver mais um momento especial ao receber um dos prêmios no 3º festival Internacional de Humor do Rio (ver aqui: http://www.festivalinternacionaldehumor.net/)

Agora, aproveito para dividir mais uma produção que já está nas ruas. Participei da produção do cd “A CARA E O CORAÇÃO”, que marca os 35 anos de carreira musical de Guilherme Arantes.
Uma belíssima produção que tem a participação especial de várias bandas da cena Rock de Salvador
(ver aqui: www.coaxo.com )







(confira  aqui tb: https://www.youtube.com/watch?v=xUn4iL_pA80&feature=player_embedded)